sábado, 28 de fevereiro de 2009

DARWIN

Depois de cinco séculos de acervos de impressos a entidade "biblioteca" e os seus trabalhadores, os "bibliotecários", observam que as suas tarefas tradicionais não são mais imprescindíveis. Com os textos digitalizados, tanto os do passado quanto os do presente, e com instrumentos de busca cada vez mais refinados não sobra espaço para as estantes e as brochuras. Cria-se, paralelamente, uma prática nova, comandada pela tecnologia que, na prática, dispensa os impressos. E a tal ponto que em algum momento do futuro não haverá mais as bibliotecas como conhecemos hoje. Toda essa mudança, ao que tudo indica, não foi comandada pelos "profissionais da informação" - como se auto-denominam os bibliotecários. Há uma nova categoria, multifacetada, de profissionais que leva adiante essa mudança. Progressivamente, essas transformações tornam obsoleta a figura do bibliotecário como intermediador. Que papel está reservado a ele? Que desempenho terá?

46 comentários:

  1. O bibliotecário é ruim ou a política informacional brasileira é, propositalmente, um fracasso?

    Para fomentar esta discussão, farei uma comparação entre o bibliotecário e outros profissionais para que possamos melhor compreender o papel daquele em nosso contexto social.
    Assim como um excelente médico não pode fazer um excelente atendimento ao paciente se não tiver os instrumentos, o ambiente e as condições para exercer suas atividades, também um bibliotecário não pode exercer com excelência suas atividades se não tiver condições para tanto. Assim como um excelente engenheiro não pode construir um excelente edifício se não tiver recursos humanos, recursos materiais e recursos tecnológicos ao seu dispor, um bibliotecário não pode, ele sozinho, mudar a realidade informacional, social e cultural na qual se insere.
    Muitas críticas que ouvimos sobre o profissional bibliotecário são, a meu ver, destituídas de contextualização e, sobretudo, de uma perspectiva política mais ampla.
    Criticam-se bibliotecários atuantes em bibliotecas públicas, escolares, universitárias, mas quanto efetivamente nossos governos (federal, estadual, municipal) têm investido em biblioteca?
    Com exceção de bibliotecas de grandes municípios, geralmente nas capitais dos Estados, as bibliotecas existentes em nosso país encontram-se em estado catastrófico dada a falta de investimento, sobretudo governamental. Vemos prédios mofados, com goteiras, com livros desatualizados e um profissional que ali está inserido lutando para manter minimamente uma biblioteca funcionando... É este profissional um incompetente? Tenho dúvidas. Vejo-lhe mais como vítima das políticas informacionais do Brasil. Vejo o bibliotecário como um médico num hospital de periferia, sem equipamentos e medicamentos para atender seus pacientes... São situações muito semelhantes. Vejo o bibliotecário como um professor de língua portuguesa dando aulas para crianças que não tem o que comer...
    Isto posto, entendo que as críticas realizadas aos profissionais bibliotecários carecem de atualização, reflexão e embasamento político-histórico. Bibliotecas não brotam do chão, é preciso investimento para que elas sejam mantidas!

    ResponderExcluir
  2. O exercício ilegal da profissão ou o mito de que “qualquer um pode ser bibliotecário”

    Um segundo ponto que desejo discutir é que além do profissional bibliotecário não ter condições mínimas para exercer suas funções, em muitas e muitas bibliotecas nossas estão trabalhando pessoas sem formação em biblioteconomia. Muitas vezes, estão na biblioteca pessoas que não passaram por nenhum tipo de treinamento, não possuem qualquer tipo de formação para trabalhar em uma biblioteca, não leram nenhum artigo sobre biblioteca. Tal situação, talvez derive, do senso comum, frequentemente, reiterado, pelos meios de comunicação de massa que reforçam a todo instante os pressupostos de que “hoje em dia qualquer um trabalha com informação” ou de que “com um computador, a gente localiza qualquer informação” e assim por diante...
    No entanto, estes pressupostos necessitam de melhor embasamento. Refletem apenas o qual longe estamos efetivamente de uma “sociedade da informação”.
    Sou bibliotecária e jamais entraria em uma sala de aula para ministrar aulas de sociologia, de história ou de lingüística, porque entendo que para exercer uma atividade profissional preciso ter formação, preciso estudar, ler livros, conhecer os principais autores da área, as correntes teóricas, as convergências e divergências existentes no campo... Este exemplo, com certeza, é valido também válido para o campo da biblioteconomia, para a atuação profissional como bibliotecário. É preciso estudar, gente! A biblioteconomia tem história...Vamos abrir os livros, antes de criticarmos ou atuarmos ilegalmente como bibliotecários.

    ResponderExcluir
  3. Olá,

    O momento, realmente, é de reflexão, mas sem dúvidas o profissional de informação tem seu papel, principalmente, nesse momento de mudanças. Bibliotecas não devem morrer, apenas mudar o formato, de físico para o virtual. Necessitamos, mais que nunca, de profissionais que organizem, facilitem o acesso, descrevam e pensem sobre a informação, pois como informático de profissão (prof. de matemática de formação) sei o quanto isso faz falta.

    ResponderExcluir
  4. Acredito que o bibliotecário pode contribuir nesse contexto, porém precisa sair do ambiente que tem segurança e apresentar seus conhecimentos de forma a influênciar o desenvolvimento da cultura digital e não apenas se moldar a essa cultura. Vou citar alguns exemplos: A web é baseada em padrões. Podemos contribuir no desenvolvimento desses padrões tecnológicos. Outro exemplo e auxiliar o desenvolvimento de ferramentas de gestão de conteúdo(que são base de todos os sites atuais). Esse auxilio se daria tanto no plano mais técnico, como implementação de dados para a recuperação, como no intelectual, na criação de modelos base para a criação de novas informações.

    ResponderExcluir
  5. Do fim da biblioteca e do bibliotecário ou do triunfo do analfabetismo funcional: fatalismos?

    Abrimos os nossos lindos jornais pela manhã e vemos fotografias de lindas crianças em frente a lindos e novos computadores acessando informação... Estes clichês jornalísticos cansam e enganam.
    Geralmente, tais lindas reportagens, não expõem quais conteúdos informacionais estas crianças estão acessando, se a informação tem qualidade, têm relevância, profundidade explicativa, se estão em linguagem adequada... Em tais reportagens, não são apresentadas estatísticas sobre quantos brasileiros efetivamente têm computadores, quantos têm acesso à internet, e assim seguimos num mundo de faz de conta. O Brasil, um país que está numa situação relativamente boa de acesso à informação via Internet, possui apenas 20% da população acessando a Internet... Os números da América Latina são alarmantes, da África, gritantes... e assim por diante. Além disso, mesmo se em cada lar brasileiro houvesse um computador com acesso a Rede, seriam as bibliotecas descartáveis?
    Não me lembro de ter visto nenhum país de primeiro mundo fechando bibliotecas nos últimos tempos... Por que? Porque eles têm dinheiro de sobra? Não, é lógico. Os recursos são escassos em qualquer parte do mundo. Porém, em algumas partes do mundo, é reconhecido que bibliotecas são espaços para a formação continuada, para a aprendizagem e educação pessoal, um ambiente de reflexão, de diálogo, de liberdade de idéias, de trocas... Caberia aqui relermos os manifestos realizados pela UNESCO que conceituam as diferentes bibliotecas e apresentam as condições necessárias para que elas (sobretudo, as públicas e escolares) cumpram seu papel social.
    Para mim, pensarmos no fim da biblioteca ou do bibliotecário como profissional propiciador deste encontro entre informação/conhecimento/leitor é como darmos asas para que nossa sociedade fique mais próxima do analfabetismo funcional tão ampliado em nossos dias...
    Radicalismos à parte, bibliotecas (bem estruturadas) são fundamentais para a democratização ao acesso da informação de qualidade e relevante...
    Portanto, ao invés de pensarmos no fim da profissão do bibliotecário, deveríamos pensar este profissional como de alta relevância para a sociedade e buscarmos condições em nossas faculdades, universidades, centros de ensino e pesquisa para formarmos bibliotecários cada vez mais capazes de atender as demandas sociais existentes.

    ResponderExcluir
  6. Para que servem os bibliotecários?

    Uma resposta básica é: da mesma forma que vamos à escola para aprender a ler, escrever, calcular, refletir, necessitamos aprender como acessar informação, pois o acesso à informação não se dá de forma natural, nem se constitui em sentido espontâneo, como ver, ouvir, falar... É preciso termos metodologias adequadas de pesquisa, formas de avaliar quais informações são realmente validas e quais são descartáveis. Nesse sentido, o bibliotecário é o profissional que, por seus conhecimentos específicos e especializados no campo da biblioteconomia, pode capacitar e apoiar pessoas a obterem conhecimentos de como se busca informação, como se organiza informação, como se analisa informação, como se avalia informação, como se sintetiza informação.... A resposta é básica, mas talvez seja suficiente... No entanto, o bibliotecário além de dominar metodologias de busca de informação, também propõe, planeja e desenvolve diferentes produtos e serviços informacionais necessários para que a produção de informação e do conhecimento seja sistematizada e acessível em curto, médio e longo prazo.

    ResponderExcluir
  7. De fato, concordo que "não haverá mais as bibliotecas como conhecemos(...)" ontem - exceto algumas de conservação por natureza. Como os aparatos tecnológicos evoluíram, os profissionais, de um modo geral, também devem procurar acompanhar tal evolução.
    Talvez, no momento, seja uma falácia afirmar o livro "ou" o digital, mas poderia ser o livro "e" o digital. Até um ponto, quem sabe, ocorra uma completa obsolência de alguma parte (não creio). Platão também dizia que a escrita acabaria com a oralidade e a memória, no entanto, nem que seja como fetiche, ou num "museu", a oralidade permanece.
    Mas confesso, como bibliotecária e frequentadora de bibliotecas, além dos cyberespaços, também me pego pensando nisto: e quando todos estiverem "incluídos" digitalmente... como será?

    Elisângela Alves

    ResponderExcluir
  8. Olá Prof.Milanesi, parabéns pelo blog. Certamente será mais um espaço de discussão e reflexão da nossa área.

    Refletindo sobre um trecho do texto...será mesmo que nossas tradicionais tarefas não são mais imprescindíveis??? Não sei, tenho dúvidas ou sou romântica demais.

    Sucesso nessa nova jornada.

    ResponderExcluir
  9. Parabéns!
    Ótima indagaçãp inicial. E o blog é uma ferramenta mais do que propícia para tal.

    ResponderExcluir
  10. Excelente tocar nesse assunto. De fato, muitos profissionais deixam de lado seu compromisso social e a tradição que não existe sem propósito. O bibliotecário deve reconhecer que sua ação não é uma construção ou produto ideal de sua mente fantasiosa; sem o diálogo com a sociedade e suas demandas que constituem tais funções seu papel não será reconhecido. Creio que parte do que consideramos funções tradicionais é, de fato, a substância da profissão.

    ResponderExcluir
  11. Como Bibliotecária recém formada, tenho esperança que papel do Bibliotecário nesse novo cenário não se torne obsoleto. A tecnologia é uma ferramenta indispensável à qlq área do conhecimento. Mas temos que lembrar que ela é uma ferramenta, precisamos aprender a trabalhar com ela, e não ter medo que ocupe nosso lugar!!!

    ResponderExcluir
  12. Muito extigante esta reflexão que dá uma pontada no ego bibliotecário.Revolucionária demais eu diria,muda-se o suporte e até mesmo o modo de leitura , mas a informação sempre está lá e é a ela que se vincula o fazer biblioteconomico ,à recuperação dessa informação que não importa em que meio se insira precisa por algum motivo ser recuperada ,atualizada ou até mesmo descartada.
    O profissional deve ser maleável,flexível, obervador e ativo para saber se adequar as novas perspectivas e também ofertar , não apenas receber idéias e opniões.O saber e a informação são o ponto alvo desse profissional que é algumas vezes tímido a ponto de não ocupar lugar que lhe é de direito e por que não seria a internet a fantática idéia da "biblioteca de Babel", relacionando se mais com o bibliotecário multidisciplinar que sabe se adequar e interferir na atividade que lhe cabe?

    ResponderExcluir
  13. Acredito que o bibliotecário ainda é um intermediador entre a informação e os usuários, pois para que estes possam dispor da informação tratada, o bibliotecário se faz importante sempre. Afinal, a informação em meio digital também precisa de muitos cuidados.

    Já atuei em uma unidade de informação nem um pouco tradicional, e lá me senti muito mais "biliotecária" do que hoje em uma Biblioteca Universitária (muito tradicional). Lá eu trabalhava praticamente só com informação em meio digital, usuários Eu nem encontrava come eles.

    Acredito que o presente e também o futuro nos rervam novas formas de trabalhar com a informação, pois ela sempre nos interessará independente do suporte onde estiver contida. Longe de mim imaginar que o livro irá desaparecer, entretando precisamos nos adaptar aos novos suportes, às novas tecnologias para não ficarmos para trás.

    Hoje e no futuro o bibliotecário deverá desenvolver seu lado disseminador, ser curioso e buscar a colaboração com todos a sua volta.

    Com certeza serei uma leitora assidua do seu blog Prof° Milanesi.

    Abraço!

    ResponderExcluir
  14. Caro prof. Luis,
    Não sou bibliotecário e meu interesse pela gestão da informação e especial simpatia pela "web", vem da imensa possibilidade de compartilhar e agilizar o acesso. Para consultas específicas a informação digitalizada é imbatível, porém a leitura e a reflexão a partir da literatura impressa de boa qualidade não me parece que será substituida.
    Quanto ao papel do bibliotecário tradicional parece-me que será o mesmo do datilógrafo, porém para quem estiver disposto a continuar aprendendo e tendo " consciência da própria consciência" estou certo que as oportunidades continuarão.
    Paulo César de Camargo

    ResponderExcluir
  15. Não sei se todos os bibliotecários têm salvação, pois são muito conservadores e parecem negar as transformações que estão acontecendo.

    A informação e o conhecimento são cada vez mais importantes. O documento é cada vez menos importante. Por isso, sugiro que os "profissionais da informação", ou bibliotecários, passem a estudar a informação, e não o documento.

    Depois, acho que os bibliotecários devem estudar algo de administração e procurarem outros patrões que não o estado: essa teta já está secando. Menos Marx e mais Adam Smith no currículo.

    E depois disso, que ao invés de jogarem pedras na gestão do conhecimento, que dêem contribuições para essa disciplina que vem obtendo grande aceitação no ambiente organizacional.

    Abraço!

    ResponderExcluir
  16. Nossa!Estou a tres anos me perguntando oque estao fazendo com o profissional bibliotecario da atualidade. Faco biblioteconomia na Unesp de Marilia, estou no 3 ano e fico chocada com a falta de respeito que o atual profissional tem para com o usuario, achando que soh o tratamento da informacao eh o suficiente.
    Espero q seu blog de certo, eh tao dificil achar alguem que ainda pense assim.
    Parabens!
    PS: Desculpe pelos erros ortograficos, estou usando um note de uma amiga que veio do exterior.
    Abcs
    Melanie

    melanie_isabel_7@yahoo.com.br

    ResponderExcluir
  17. Nilson C. Vieira Junior12 de março de 2009 05:31

    Não, acredito que o Bibliotecário(a) continuará a ser um mediador entre o usuário/cliente e a informação, independente do formato que a mesma se encontra (analógica ou digital). As tecnologias evoluem, têm-se avanços em diversas áreas do conhecimento, mas a informação continua, e esta é a questão. Com tantas e rápidas evoluções de tecnologias, como pensar em preservá-la para as futuras gerações. A Biblioteca tradicional continua sim, por mais que digitalizamos estes acervos e disponibilizamos on-line, ela deve permanecer como memória, como uma espécie de backup, uma segurança a mais de que o conhecimento que foi produzido em livros, documentos, vídeos, imagens, entre outros, analógicos permanecerá preservado.

    ResponderExcluir
  18. Bem-vindo à blogosfera, professor Milanesi! Mais uma facilidade para nos ensinar!

    ResponderExcluir
  19. Olá Professor,
    Fico feliz em ve-lo por aqui.
    Creio que ao bibliotecário cabe se empenhar para entender como as novas tecnologias podem ajudar o homen, ao invés de desperdiçar seu tempo.(há muita gente que perde muito tempo de vida em atrativos da internet que não acrecentam nada a cultura). Também cabe ao bibliotecário preservar a memoria em papeis e em outros suportes, eu trabalho com isto, ofereço meus serviços de digitalização e conversão de midias para particulares que queiram preservar sua memoria, um bom nicho de trabalho, já que poucos bibliotecários fazem isto. Também ofereço serviços de conservação de memoria publicada em banco de dados publicado na net. Creio que apesar do bum da internet ter sido nos meus 25 a 30 anos de idade, ainda peguei gosto pela tecnologia e hoje tento associa-la a seu lado útil e não fútil.
    Espero ver mais textos seus por aqui, não sei se sabe mas eu e varios de meus colegas te admiramos. Só acho que vc entristeceu um pouco com o tempo e isto talvez fez com que sua tematica se transformasse na apologia do caos quando na verdade o fim de uma era é sempre o começo de outra muitas vezes muito melhor que a anterior.Grande abraço.
    Rudi Santos

    ResponderExcluir
  20. Penso que a biblioteca é um espaço de vital importância para os adeptos da leitura, do silêncio, etc. O próprio acervo inscita à prática da leitura e, a ânsia pela informação. Por que extinguí-la? Agora, quanto a digitalização do acervo é um recurso favorável àqueles que tem ao seu dipor os recursos e acesso para tal. Cabe aos bibliotecários fazer com que a informação seja divulgada.
    Kelly Ayanna

    ResponderExcluir
  21. O papel do profissional Bibliotecário continua o mesmo, ou seja, intermediar o susário e a informação, entretando, com as mudanças advindas da tecnologia de informação e comunicação, ele deve dominá-la para continuar a fazer o que sempre o fez: atender ao usuário(os) de modo a economizar o tempo e esforços.Tecnologia é apenas uma ferramenta, assim como catálogos são uma ferramenta, (mesmo que sendo manual)que intermedia a informação do ítem e quem dele necessita!
    Pablo Cristian

    ResponderExcluir
  22. Acredito que o profissional em Biblioteconomia deve buscar novas habilidades frente aos avanços da tecnologia e não ficar recluso em seu "mundinho" cercado de livros, vendo o tempo passar e outros profissionais assumindo posições no mercado de trabalho.

    ResponderExcluir
  23. Beatriz P. da Guia12 de março de 2009 09:00

    Olá prof. Milanesi.

    As questões que levanta em seu texto, me mostram o"peso" do significado do título: Darwin (sinônimo de evolução, seleção natural). Talvez, as bibliotecas estejam evoluindo (podemos chamar evolução?)para um patamar diferente daquele dos nossos cinco séculos de história. Sob esse prisma, algo natural. Não sei qual a resposta ainda, mas alguns falam que a progressiva desintermediação do bibliotecário está levando também esse profissional a um novo patamar de atuação (ou a extinção, não sei). Eu prefiro pensar que, embora ela não tenha tido um papel tão "eficiente" nas mudanças que estão aí, ainda é possível fazer alguma coisa para sua sobrevivência. Mas certamente, não como sempre foi visto, como intermediador entre a informação no papel e o usuário. A partir de agora a intermediação como conhecemos, será cada vez menor e acredito que seu papel será mais de tutor (algo bem mais sedutor para mim).

    Abraço,

    Beatriz da Guia

    ResponderExcluir
  24. São inúmeras as atividades do bibliotecário. Além disso, nenhuma máquina funciona se não for operada por um profissional competente e conhecedor do assunto. Muitos profissionais de outras áreas necessitam da ajuda do bibliotecário para chegarem até a informação que precisam. O papel jamais irá desaparecer. Até Bill Gates concorda com isso. O trabalho do bibliotecário pode ser mais simplificado, mas, jamais será dispensável. E mais, é fato que muitas pessoas preferem a leitura em papel. E eu sou uma delas. A profissão do bibliotecário é muito antiga e indispensável à sociedade que necessita cada vez mais de informações, treinamentos para acessar uma busca eletrônica, palestras, aulas, cursos entre tantas outras atividades que o profissional exerce.

    ResponderExcluir
  25. O bbtecário ainda tem sua função garantida, sempre haverá algum espaço físico, algum material fisico para a informação. Se toda a informação estiver só na rede (como mtos querem e estão lutando pra isso) será um risco muito grande para a preservação da informação.É necessário ainda acervos físicos, pois a rede ainda não é um lugar 100% seguro, não se sabe até quando a rede armazena a informação.É isso. Aluna do 2ano de Biblio

    ResponderExcluir
  26. Realmente o profissional da Informação "Bibliotecario" não foi uma figura chave para os novos formatos de apresentação e recuperação de informação. Entretanto, é uma figura essencial para a mediação desse "BUMMM" de conteúdos acessados a um simples click. O papel reservado a ele é o de tratar a informação e torna-la acessível num mundo com comunicação global. Agora, o seu dempenho irá dempender de sua maturidade, como ser humano em interação global.

    ResponderExcluir
  27. Acredito que será exponencial o aumento de atividades ligadas aos serviços nas bibliotecas. Tudo aquilo que era abominável na tradicional “Unidade de Informação” como, por exemplo, espaços de discussões em grupo, conversas com produtores culturais (autores, artistas, músicos....) espaço de cafés e contato de funcionários com seus públicos, será essencial em uma outra “biblioteca”. A presença do outro - do diferente -, a fim da busca de uma essência, ainda humana e insubstituível, será um dos principais motivos capazes de fazer uma pessoa se deslocar para esse local. Esse outro espaço virá a ser mais de um Centro de Cultura - de vivência- do que uma “biblioteca”. Tudo isso com um aporte tecnológico grandioso, capaz de atender as necessidade de pesquisa de seus públicos com rapidez e eficiência. Já é possível pensar em uma “Unidade de Informação” no qual não tenhamos mais acervos físicos, mas sim espaços para encontro de pessoas e troca de conhecimentos. Cabe ao informador uma das tarefas mais difíceis de sua profissão – pouco estudada nos cursos de biblioteconomia: criar ações de mediação entre a informação e seus públicos. Para que isso aconteça, não vejo mais fundamental a formação de um profissional generalista. É necessário um profissional que saiba – com profundidade – trabalhar a informação e para quem ela se destina.

    ResponderExcluir
  28. oi Milanesi, fiquei feliz em saber vc vc está ed volta e ai por aqui.....utilizando Blogs, uma ferramenta de divulgação da informação muito interessante de ser usada.....conheci vc em Recife, no XII EREBD, onde vc proferiu uma palestra mito interessante sobre o futuro das bibliotecas , dos bibliotecários..e tudo q nós rodeia....Obrigada por volta, visse.....e vamos q vamos...fazer tudo em favor da Biblioteconomia....e da Informação.

    ResponderExcluir
  29. Prof. Milanesi,
    Parabéns pelo blog!
    Seu comentário me fez lembrar de uma mesa redonda realizada na UFSC, no dia 10/03, parte da programação da semana do bibliotecário, organizada pela Associação Catarinense de Bibliotecários (ACB).
    Com a participação dos profs. doutores Ana Maria Pereira (UDESC) e Clóvis Montenegro de Lima (UFSC) tratamos da atuação do bibliotecário em Inteligência Competitiva - termo também em discussão. Pois bem, é um novo contexto que tira o bibliotecário do espaço tradicional, mas que não despreza o conhecimento desses profissionais. Ao meu ver, no contexto atual, precisamos refinar nossas técnicas e conhecimentos para fazer a diferença junto de outros profissionais, inovadores que são, os quais, fazem por sua competência técnica e profissional. Minha conclusão é a de que o que chamamos de profissionais da informação, na verdade não são exatamente bibliotecários. São pessoas com habilidades e competências para com as lides da informação.
    É isso que vejo nas empresas e também nas áreas tecnológicas. Não importa muito qual é a sua origem, ou graduação, mas sim qual a sua competência e conhecimento, sua capacidade de inovar, de fazer mais rápido e fácil aquilo que você faz, de dar sentido ou um novo sentido e significado para as coisas, tornando a vida das pessoas mais prática.
    um abraço!

    ResponderExcluir
  30. ....um pequeno comentário do seguinte site:

    http://bsf.org.br/2009/03/03/novas-tecnologias-em-servicos-de-bibliotecas/#comments


    ...""Moreno,
    o SIBI-USP é um Sistema com 38 bibliotecas universitárias que utilizam o mesmo catálogo coletivo (OPAC)- o famoso Dédalus, na versão 3.0 (ainda!)do Aleph, da ExLibris. Algumas bibliotecas fazem o empréstimo com um programa em DOS (essa dói…rs) e outras… aiiiinda estão na base das fichinhas de empréstimo, manuais.
    Isso, na propalada maior universidade da América do Sul, que está completando 75 anos agora em 2009, com toda pompa e cirscunstância.
    Eu gostaria que vc, como “heavy user” de bibliotecas universitárias, abordasse:
    1. Como esta situação precária afeta diretamente a utilização dos serviços da biblioteca por usuários especializados;
    2. A enorme perda (em termos de tempo e oportunidades) que a Universidade sofre ao prolongar esta situação lamentável;
    3. Como o “sprit de corps” de uma classe profissional e do funcionalismo público, desinteressado em promover avanços e mudanças (pois exigem capacitação e treino nas novas tecnologias… estudar? ai, que preguiça…) pode barrar qualquer vislumbre de uso de ferramentas facilitadoras para os serviços da biblioteca.
    A questão é séria e importante, e vc deve aproveitar esta oportunidade...""

    ... alguém pode defender o Sistema de Informação da USP ou ele não é passível de defesa? ...

    ResponderExcluir
  31. Ola Prof Luiz, por ocasião do meu TCC me deparei com um artigo seu, com a mesma "inquietação" que a minha... quais atitudes a tomar para ficarmos à frente das constantes mudanças e assim mostrarmos nosso real valor? adoraria "discutir" mais a respeito^.^ Parabéns pelo retorno...um grande abraço

    ResponderExcluir
  32. Olá, Professor Milanesi.
    Fico contente que tenha voltado à ativa. Também não creio no fim do profissional bibliotecário neste mundo digital, até porque grande parte desta categoria já domina plenamente as novas tecnologias da informação. E mesmo aqueles que não dominam tanto, convivem ativamente nestes ambiente. Concordo com a Maria Cristiane, quando diz que falta políticas públicas nesta área. Desde meu tempo de aluna da ECA, já se discutia esta questão e de lá para cá nada mudou, pelo menos no interior: as escolas continuam sem bibliotecas e sem bliotecários. Enquanto isso,os alunos ontinuam chegando às faculdades sem nenhuma familiaridade com os livros.
    Abraços.
    Neli

    ResponderExcluir
  33. "comentario segundo o seguinte endereço:

    http://bsf.org.br/2009/03/03/novas-tecnologias-em-servicos-de-bibliotecas/#comments

    ...""Rosa disse:

    “[...] e eu particularmente devo falar sob o meu ponto de vista de usuário ávido de bibliotecas (especialmente bibliotecas universitárias), e como eu gostaria que os serviços das bibliotecas fossem oferecidos, dentro do que os bibliotecários e bibliotecas podem me oferecer, para suprir as minhas necessidades de heavy user.”

    Moreno,
    o SIBI-USP é um Sistema com 38 bibliotecas universitárias que utilizam o mesmo catálogo coletivo (OPAC)- o famoso Dédalus, na versão 3.0 (ainda!)do Aleph, da ExLibris. Algumas bibliotecas fazem o empréstimo com um programa em DOS (essa dói…rs) e outras… aiiiinda estão na base das fichinhas de empréstimo, manuais.
    Isso, na propalada maior universidade da América do Sul, que está completando 75 anos agora em 2009, com toda pompa e cirscunstância.
    Eu gostaria que vc, como “heavy user” de bibliotecas universitárias, abordasse:
    1. Como esta situação precária afeta diretamente a utilização dos serviços da biblioteca por usuários especializados;
    2. A enorme perda (em termos de tempo e oportunidades) que a Universidade sofre ao prolongar esta situação lamentável;
    3. Como o “sprit de corps” de uma classe profissional e do funcionalismo público, desinteressado em promover avanços e mudanças (pois exigem capacitação e treino nas novas tecnologias… estudar? ai, que preguiça…) pode barrar qualquer vislumbre de uso de ferramentas facilitadoras para os serviços da biblioteca.
    A questão é séria e importante, e vc deve aproveitar esta oportunidade!""...



    ...ninguém e defesa do sistema de informação da que se diz: maior Universidade da América do Sul? Ou este sistema não é passível de defesa?....

    ResponderExcluir
  34. Devemos nos perguntar o que nós, bibliotecários, temos criado nas últimas décadas. Quando foi que o último grande bibliotecário se fez presente, se fez sentir na sociedade? Nos últimos anos vejo bibliotecários lamurientos se queixando disso e daquilo que não fez ou não fizeram, enquanto muitos outros profissionais, de profissões distintas, ocupam espaços que poderiam, por definição, ser dos bibliotecários.
    O bibliotecário atual mergulha a fundo em um mundo escuro que ninguém mais enxerga e não produz (pesquisa) algo que realmente interessa à sociedade. Não é fazendo caridade com as técnicas biblioteconômicas que o “povo” vai notar nossa existência.

    ResponderExcluir
  35. As questões são tantas e tão variadas na área da "Informação" que abrimos vários campos. Talvez isso possa ser atribuído à própria imprecisão da área não só para a sociedade, mas para nós mesmos. O profissional, hoje, me lembra o Mário de Andrade:
    "Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cinquenta,
    Mas um dia afinal toparei comigo..."
    Vou tentar, buscando na história, identificar essa metamorfose kafkiana que ocorreu nas últimas décadas. Mas, antes, preciso deixar claro que sempre levanto suposições, muitas delas provocantes. É muito mais para discutir do que para crer. A crença só aparece quando não temos argumentos contra. E no campo das idéias nada é definitivo.

    ResponderExcluir
  36. Professor Milanesi, estava sentindo sua falta. Fui sua aluna no CEOARQ - especialização em Administração de Bibliotecas Públicas Municipais e Escolares, ocorrido em Recife-PE. Estive no ENANCIB no ano passado (São Paulo) e esperava encontrá-lo.
    Creio que esse novo cenário abre novos leques de possibilidades de atuação do bibliotecário. O avanço tecnologico das TICs nos convida enquanto profissionais à educação continuada, para que possamos aprender que esses recursos servem como apoio as nossas atividades. Por outro lado, as coisas não são tão simples assim. Modernismo e modernidade são realidades diferentes e nós temos que ter essa consciencia. A internet facilita e ao mesmo tempo dificulta a busca da informação que queremos. Daí a importancia do bibliotecario enquanto mediador entre a informação e o usuário. No nosso país, temos que pensar que a atual "sociedade da informação", é daqueles que convivem e domina essa tecnologia, que é a minoria e os que nem sequer ouviram falar disso, que chamamos de analfadigital ou info-excluidos. Então temos muito o que fazer para diminuir o fosso enorme existente entre essas duas realidades. As bibliotecas públicas e as escolares nos chamam como instrumentos de luta, cobrando das autoridades competentes, os computadores e a internet e assim disponibilizar seus acervos, disseminando a informação, dando cursos e treinamento aos seus usuários, ensinando como acessar a informação contida nos seus acervos e no proprio ambiente virtual da rede mundial de computadores. Para tanto a educação continuada permitirá a aqueles profissionais que não nasceram na era informatizada, o aprendizado adequado para que não fiquem a margem da história.

    ResponderExcluir
  37. mm ola. O primeiro e que meu portugues é algo ruim.
    Bom, nao esquecer que as mudancas atuais sao feitas principalmente por engeneiros (impresso ao digital)... mas nao esquecer tambem que eles usan ferramentas que muito antes foram desenvolvidas por especialistas em informacao: a divisao do conhecimento, tesauros, palavras chaves, etc.. só com isso os engeneiros tem feito muita coisa para propíciar mudancas em nossas maneiras de recuperar informacao. Acho, que uma boa estrategia é formar aliancas com eles e conformar equpos de trabalho nas bibliotecas.....
    Nosso perfil já esta mudando, e as novas geracoes de bibliotecarios tem habilidades tecnoloicas que antes nao...
    En nossa biblioteca, temos um engeniero que ajuda a proveer servicos tecnologicos, como tambem encarga-se de manter toda a infraestrutura tecnologica de biblioteca. Em um par de anos mais temos de fazer bibliotecas digitais com miras a preservacao.. entao, o que pretendo dizer é que os cambios atuais obrigan a estabelecer equipos multidisciplinares ao interior das bibliotecas. É possível que o formato impresso esté mudando rápidamente, mas o cambio deve ser ao mesmo tempo que nos podamos seguirlo...
    saludos desde Chile.

    ResponderExcluir
  38. Adorei a idéia desse blog, acredito que nós bibliotecários vamos ler coisas interessantes sobre o nosso fazer profissional, me desculpe os colegas competentes, interessados e compromissados, mas nunca vi uma área profissional com tanta gente ruim de serviço.Perdão, não quero ofender, sou bibliotecária por opção,sou enfermeira por paixão, exerço as 2 profissões, uma mais que a outra, e garanto que nas bibliotecas nunca vi pessoas tão descompromissadas.
    No entanto não acredito que as bibliotecas tradicionais vão acabar,é ilusão achar que todo mundo terá acesso aos computadores e internet. Pelo menos nós que estamos vivos hoje, não acredito que viveremos mais 100 anos.Qq mudança tão radical ainda levará um bom tempo. Antes disso nossos governantes terão que aprender sobre política pública para o bem do povo.

    ResponderExcluir
  39. Estou feliz por este espaço virtual, ainda mais sendo criado por uma pessoa com competência para falar do assunto , como é o prof. Milanesi. Já tive oportunidade de estudar com ele. Na verdade, sem querer ofender os bibliotecários, competentes, compromissados, criativos e que são a maioria, nunca vi uma área profissional para ter tanta gente preguiçosa e ruim de serviço, sou biliotecária há 10 anos e recentemente ( 5 anos) me formei na faculdade de enfermagem por paixão. Ainda exerço as 2 profissões. Fico triste,mas é verdade, o bibliotecário na maioria das vezes não é respeitado no seu local de trabalho mas recebe mal as pessoas, está sempre insatisfeito e de cara feia.Como se os usuários das bibliotecas fosssem culpados pela situação precária em que ele(a) trabalha.
    Alguns só trabalham pelo salário e com isso vão "queimando " a imagem do biliotecário que já não é tão boa. Aliás o único filme que apresenta uma bibliotecaria inteligente e bonita é o " A MÚMIA"
    Acredito que a bca tradicional ainda terá muitos anos, pois antes disso nossos governantes terão que aprender fazer política pública para o bem do povo, acesso a internet para todos é hoje uma gde ilusão.

    ResponderExcluir
  40. Achei muito interessante os comentários da Maria Cristina Barbosa, é realmente tudo aquilo que eu gostaria de escrever.

    ResponderExcluir
  41. Profª Socorro Borba15 de março de 2009 19:14

    Caro prof. Milanesi:
    É com um misto de alegria e satisfação que me deparo com mais um instrumento importante, que ao meu ver só engrandece nossa profissão.
    Tenho certeza que a nossa profissão cresce a cada dia! Independe de suporte, pois trabalhamos com a informação. Sucesso caro professor! Conte conosco aqui do Curso de Biblioteconomia da UFRN.

    ResponderExcluir
  42. As pessoas preferem levar pra cama antes de dormir um livro ou um laptop?

    ResponderExcluir
  43. Prof. Milanesi e legião de fãs, no qual me incluo, li todos os comentários até esta data e fazendo um apanhado geral do que todos disseram acredito também que ainda somos importantes como profissionais da informação e como intermediadores entre a informação e o usuário. O que nos torna profissionais quase invisiveis talvez seja o caracter visível multi e interdisciplinar da profissão, fazendo com que múltiplas formas de atuação do bibliotecário dissolva nossa força e/ou nosso perfil num mar sem corais que sustente e interligue esse potencial pulverizado por diversas outras questões levantadas aqui, tai como: falta de políticas públicas de informação, falta de consciência e decisão política, tudo isso gera desânimo no profissional que ainda amarga baixos salários. Os problemas sociais do Brasil gera problemas de solução não só na área da informação como também no que diz respeito as necessidades básicas de alimentação, saúde e educação. No entanto, estamos sempre sendo levados a reboque em relação a evolução da sociedade, quase uma seleção natural(mente) imposta. Ja li A MISÉRIA DA BIBLIOTECA ESCOLAR e posso dizer que a biblioteca municipal, estadual e universitária, e até algumas especializadas, não estão muito longe dessa miséria. Outro problema que nos rodeia são as disputas internas e as disputas com outros profissionais que se acham mais merecedores de certos benefícios. Como não ocupamos cargos políticos decisivos nas instituições, vemos nossos esforços ficarem sempre para depois. Enfim, precisamos matar um leão por dia e ainda ter forças pra levitar. Assim como outros profissionais fazem, também nós precisamos eleger representantes em todas as instâncias e fazer nossos lobbys. Eu trabalho com tanto papel que acho que vou me aposentar daqui a 30 anos ainda respirando celulose.

    ResponderExcluir
  44. Sinto, como profissional, que, vivemos um momento de "crise" em que ainda atendemos numa estrutura tradicional que muitas das vezes encontram-se aquém das necessidades do usuário atual. Ao bibliotecário não cabe apenas organizar documentos, mas principalmente propiciar o acesso à informação. São mudanças que muitas vezes afrontam culturas, costumes e egos. Mas, não temos tempo... os arquivos digitais são realidades e a função do mediador torna-se fundamental em nossas instituições. Porém, o perfil do profissional é debatido e seu espaço conflituoso. Particularmente, não acredito no fim da profissão, mas na mudança constante do perfil do profissional.

    ResponderExcluir
  45. Sinto, como profissional, que, vivemos um momento de "crise" em que ainda atendemos numa estrutura tradicional que muitas das vezes encontram-se aquém das necessidades do usuário atual. Ao bibliotecário não cabe apenas organizar documentos, mas principalmente propiciar o acesso à informação. São mudanças que muitas vezes afrontam culturas, costumes e egos. Mas, não temos tempo... os arquivos digitais são realidades e a função do mediador torna-se fundamental em nossas instituições. Porém, o perfil do profissional é debatido e seu espaço conflituoso. Particularmente, não acredito no fim da profissão, mas na mudança constante do perfil do profissional.

    ResponderExcluir
  46. Parabéns pelo blog Porfessor. Eu que atuo na área de Bibliotecas Públicas, no caso Municipal penso que muito difícilmente se terá recursos financeiros para digitalizar acervos.Pelo menos na área governamental tenho quase certeza que continuaremos com o modelo tradicional de Bibliotecas, é claro inovando a profissão e a qualidade dos serviços e usando todos recursos novos a medida que estes forem disponibilizados

    ResponderExcluir